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Não há novidade sobre o crescimento econômico da China, sustentado desde o início dos anos 1980, quando Deng Xiaoping inicia o conjunto de reformas estruturais que libertaria, de forma muito controlada, o conjunto de forças produtivas altamente condensado do povo chinês. São taxas robustas próximas de 10% ao ano, por um espaço de mais de 30 anos.

Deng Xiaoping - "Karl Marx nunca disse que os comunistas teriam que ser pobres"

A teoria econômica já explicou com simplicidade, por meio do modelo de Solow, que as bases para o crescimento residem na quantidade de mão de obra disponível no mercado de trabalho, no estoque de capital e na tecnologia que amplia a produtividade de ambos os primeiros fatores.

No entanto, pouco nos diz sobre a dimensão institucional do crescimento econômico, em que vigoram as forças da lei, dos costumes, da estabilidade monetária, do sistema educacional, da política econômica de ordem tributária e comercial e, principalmente, da questão social.

Este post busca mostrar um documentário, já amplamente divulgado, sobre o custo social do crescimento chinês. Dividido em 6 partes, o filme retrata a realidade social das fábricas e as condições de trabalho a que são submetidos os trabalhadores chineses. A despeito de contar apenas parte da história, conta uma parte substancial da mesma.

O filme é oportuno no momento em que pairam severas dúvidas sobre a sustentação da atividade econômica na China, como relatado em reportagens recentes sobre a emergência de um déficit comercial no setor externo chinês. Se o crescimento econômico abundante exigiu este custo à sociedade chinesa, há de se questionar sobre qual ordem de infortúnios recairá sobre os trabalhadores chineses se o crescimento não se mantiver.

Os desafios desta grande nação são enormes. Questões na área social, nas relações entre campo e cidade, arranjo político-eleitoral-partidário, diferença entre gêneros, e o forte passivo ambiental de um país que cresce em velocidade são apenas alguns dos mais evidentes. São os custos do desenvolvimento das forças produtivas. Marx já sabia disso e avisou. Os chineses parecem ter aprendido bem a lição.

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