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Em outro artigo, falei da relação entre esforço e expectativa, buscando relacionar a ideia de uma escada rolante e nas diferentes formas de se utilizá-la. Era uma metáfora para que refletíssemos como usamos as oportunidades que temos.

Nem sempre encontramos, no dia a dia, a força para nos concentrarmos e nos dedicarmos com o afinco necessário para que tudo funcione bem.

Queremos sempre ter tudo e da maneira mais prazerosa possível. E não há nada de errado com isso. Porém, é preciso não se tornar escravo das sensações, mas usá-las para o nosso aprimoramento.

Nos Programas de Qualificação Docente da FECAP, tivemos uma apresentação sobre a “geração Y” e fomos apresentados à Teoria do “Flow” (Fluxo), segundo a qual uma tensão produtiva entre desafio e competências pode gerar um crescimento pessoal repleto de bem-estar e ânimo: trata-se da linha diagonal que cresce dividindo o quadrante.

Desenvolvido no trabalho de Mihaly Csikszentmihalyi – “A Descoberta do Fluxo” (1999) – descreve a experiência de viver de maneira plena a partir do “não desperdício de tempo e potencial, expressando a própria individualidade, mas participando intimamente da complexidade do cosmo” .

Dessa forma, nossas competências devem crescer juntamente com os desafios. Em geral, são eles que nos fazem crescer. E, no sentido contrário, quanto mais competências, mais complexos os desafios.

E se aparecer um desafio para o qual não estamos preparados (um ponto acima da reta)? Simples: enfrente-o com as forças que tiver. Porém, se notar que suas competências não lhe permitem superá-lo no momento, tenha a humildade de reconhecer suas limitações, assumindo uma posição de aprendiz da vida. Poucas  coisas são tão importantes ao ponto de permitirmos que nos abalem de forma ruinosa.

De forma mais estreita, pode-se dizer que devemos compatibilizar nossas competências aos desafios que aceitamos, para que nosso bem-estar não seja irreversivelmente afetado.

O leitor pode concluir que estou fazendo uma apologia à preguiça e à moleza. Bem ao contrário, nosso trabalho é tornar essa reta mais inclinada para cima, de maneira que nossas competências (pessoais, morais, emocionais, profissionais e intelectuais) nos permitam transpor barreiras que melhorem a nossa vida.

Isso requer planejamento, disciplina e perseverança. Com os estudos, ocorre o mesmo. A intensidade do desafio pode ser fortemente atenuada com uma boa dose de estudo prévio e de trabalho em dificuldades básicas que, apesar de entendiantes no início, receberão nossa gratidão posteriormente.

Deixo um vídeo para que reflitamos sobre o desestímulo, para aceitar a sua existência e desenvolver formas de lidarmos com ele. Comecemos o semestre repletos de ânimo para lidar com os desafios que aparecerão. Estaremos os professores ao lado de todos para superá-los. Para animá-los, segue uma palestra do mestre da animação inteligente e provocativa em sala de aula: o prof. Pier!

Bom semestre a todos!

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