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Não raro vejo pessoas incomodadas com vendedores ambulantes, principalmente quando suas barracas obstruem o caminho entre dois compromissos. É ainda mais raro perceber a utilidade da economia informal, em sentido estritamente econômico.

O trabalho de vendedores ambulantes dá à economia uma flexibilidade incrível. Basta notar como é importante um vendedor de guarda-chuvas na saída do metrô, poucos minutos após o início de um pé d´água, para ficarmos em um exemplo simples.

No vídeo abaixo, Robert Neuwirth faz uma rápida análise dessa dimensão da economia mundial. Ele chega a calcular que, se somássemos o valor produzido por todos os vendedores de rua (a República dos Vendedores Ambulantes Unidos), teríamos a segunda economia do mundo, perdendo apenas para os EUA.

http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/robert_neuwirth_the_power_of_the_informal_economy.html

Aquilo que parece irregular e errático é, na verdade, fundamental para o abastecimento das redes mundiais de comércio e de consumo. E adivinhem quem é citado no vídeo? Isso mesmo, a Rua 25 de março e CD´s piratas de música evangélica!

É forte a afirmação de que empresas multinacionais utilizam a pirataria como um termômetro do acerto de suas inovações. Se um produto não é pirateado, pode-se deduzir que há algo de errado com ele, indica o apresentador.

Bom aprendizado!

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