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Já vimos em outros artigos anteriores que a inflação, apesar de desconfortavelmente elevada, vem respondendo à política de ajuste recessivo pelo governo Dilma-2.

Os dados do IPCA de agosto acabaram de ser liberados pelo IBGE (leia a pesquisa aqui) e evidenciam a trajetória de convergência ao centro da meta, a qual deve ser concluída até o final de 2016, muito embora o Relatório FOCUS da última semana indique menor otimismo quanto a essa aproximação (o mercado prevê inflação de 5,5% para o ano que vem).

Devemos observar que a recessão prolongada vem cobrando a conta dos salários reais e dos empregos, variáveis de correção típicas das crises de estabilização. Ademais, o corte de gastos e as tentativas de incremento de arrecadação imporão ainda maior perda de dinamismo para a economia, desacelerando ainda mais os preços.

Os gráficos abaixo mostram que a média dos últimos 3 e 6 meses já apontam para essa desaceleração. Pelo lado negativo, ainda teremos mais uma correção de tarifas de energia elétrica e alguma desvalorização da taxa de câmbio, devido ao rebaixamento da nota de crédito do Brasil ontem pela Standard & Poors.

O lado agridoce da história é que, no front inflacionário, a recessão persistente impedirá o repasse de tais choques aos preços. Se as expectativas do mercado quanto a mais um aumento na taxa SELIC se confirmarem, pouca dúvida restará com relação à convergência apressada da taxa de inflação à meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.

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