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Ok, é verdade, você tem razão. Eu não sei nada sobre a questão ambiental. Meus feitos para auxiliar o equilíbrio ecológico local, estadual, regional e mundial são nulos. Quando eu consigo tomar um banho de três minutos, já me sinto um ambientalista feliz e engajado!

Mesmo as mais sistemáticas tentativas de meu pai de infundir em mim algum senso “naturalesco” naufragaram rotundamente. Lembro-me de sair com ele e meu irmão pelas ruas do bairro, podando as árvores das ruas, sendo que muitas delas fomos nós que plantamos.

Certa vez, numa dessas meio que “compulsórias” saídas de domingo para festejar a natureza em meio à selva de pedra, um morador das imediações chamou a polícia para impedir nosso trio de “cortar as árvores” do bairro. Alegou que éramos um bando de bárbaros, desrespeitosos da natureza, machucando as pobres arvorezinhas.

Meu pai bem que tentou explicar aos soldados o que jamais esqueci: a poda da árvore fornece uma disciplina para a canalização da energia fotossintética da planta, de maneira que ela cresce mais robusta e eficientemente, pois não “desperdiça” energia com vários galhos pequenos, focando na sua expansão para cima.

Não sei se isso é certo e, confesso, os guardas ficaram um tanto impressionados – e convencidos – com a lógica simples do meu pai-ambientalista. Detalhe: meu pai é economista e, como tal, metido a fazer coisas em todas as áreas da prática e do saber humanos. Como você vê por este post, aprendi bem!

Por isso, este é um post quase em formato de apologia, por que conheço pouco do assunto e o link me foi enviado por um dos amigos meus mais “chatos”  e “exigentes” em termos de crítica marxista a qualquer coisa que sempre parece ser boa.

Primeiro, porque acho fantástico quando encontro gente pensando em alternativas viáveis e efetivas em termos de custos em qualquer área. Segundo, quando estes esforços visam utilizar para o nosso bem e de todos a mais potente tecnologia que conhecemos: o sistema natural do planeta.

Trata-se do sistema de sintropia. De tão “esquisito” o nome, meu corretor automático de texto sempre corrige para “sintonia”, o que não é tão errado assim. A ideia é canalizar o sistema energético da floresta para produzir em grande escala os alimentos que consumimos.

Em vez de desmatar, a agricultura “refloresta” as áreas, trazendo vida por meio, pasmem, da poda das árvores e plantas. Isso re-fertiliza o solo e impõe uma série de transformações positivas no espaço circundante, particularmente por meio de um processo inclusivo dos trabalhadores empenhados neste tipo de produção.

Como sempre, escrevi mais do que queria e disse menos do que deveria. Fiquem com o video e busquem saber mais no site da Agenda Gotsch, onde há videos, textos e muitas outras informações.

 

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