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Aprendemos nos estudos de história econômica brasileira que um dos principais motores da nossa economia é o setor de bens de capital. É nele que produzimos as máquinas, equipamentos e desenvolvemos tecnologia para reduzir a quantidade de “esforço” dos outros setores.

Quanto mais dinâmico um setor de bens de capital, mais rapidamente cresce a economia. Como?

Ao reduzir os custos da extração e processamento do petróleo, por exemplo, a Petrobrás pode enviar sinais positivos a todos os setores que se utilizam direta e indiretamente do insumo energético.

Ao elevar a margem de lucro dos empresários, o setor de bens de capital alavanca o emprego e amplia a renda do trabalho e dos outros fatores de produção. O aumento do consumo agregado turbina a demanda pelas novidades no setor de bens de capital, que tem novo ânimo para continuar produzindo e melhorando nossa tecnologia.

Por isso, o investimento neste setor é fundamental para o crescimento sustentado da economia. Se ele desacelera, todo o resto vai mais devagar. Veja abaixo o (de)crescimento da indústria de bens de capital, em notícia esta manhã no Valor Econômico: queda de 25% em 2015!

Não surpreende, portanto, o conjunto de previsões sombrias sobre o futuro de nossa economia. Bem no momento desta insana descida que estamos vivendo, os motores morreram, quando deveriam estar se preparando para nos empurrar morro acima.

Motores do crescimento

 

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