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A inflação no mês de maio de 2016 acelerou com relação a abril. Em 2016, a inflação acumula 4,05%. Isto significa que, nos primeiros 5 meses do ano, já atingimos 90% da meta de inflação (4,5%).

Em 12 meses (vide gráfico abaixo), no entanto, o índice mostra estabilidade: a inflação mensal de maio de 2015 foi de 0,74, próxima aos 0,78% publicados hoje pelo IBGE.

Neste mês, subiram bastante os preços de cuidados pessoais e despesas pessoais, bem como o custo da habitação, fruto ainda do custo da energia e de água e esgoto (fim dos incentivos à redução do consumo em São Paulo) e do valor dos aluguéis reajustados por índices de inflação que ainda captam a desvalorização do câmbio no ano passado. Mais detalhes aqui na pesquisa do IBGE.

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A notícia boa é que a corrente apreciação da taxa de câmbio vai despressurizar a inflação nos próximos meses, reforçando o embalo desinflacionário da recessão econômica. Por este motivo, o Conselho de Política Monetária (COPOM) deve decidir hoje pela manutenção da taxa SELIC em 14,25%, na última reunião presidida por Alexandre Tombini (Ilan Goldfajn foi aprovado ontem em sabatina do Senado Federal para ocupar a presidência do Banco Central).

Neste último aspecto, a Pesquisa Industrial Mensal, também publicada hoje, mostra a devastação do terreno industrial: em 12 meses, a indústria geral acumula queda de 2,6%; apenas em 2016, contudo, a queda é de 4%, o que indica uma deterioração adicional do quadro produtivo.

A notícia boa é que cresceu a produção em setores importantes, a saber: de petróleo e derivados (15,2%), celulose (6,8%) e fabricação de veículos (12,3%) em 12 meses. Essas indústrias são importantes indutores de atividade.

Se a tendência manifesta no crescimento acumulado neste ano para estas indústrias se mantiver, a economia pode ensaiar uma retomada no ano que vem. Vamos observando!

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