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O Japão acumulou 2,4% de inflação entre 1996 e 2016, segundo levantamento do FMI no gráfico abaixo. Os japoneses já tentaram de tudo – sem êxito – para levantar seu país da assombração da deflação nestes mais de 20 anos de recessão. Já os países mais ricos (OECD) acumularam, no mesmo período, a média de 55,3% de crescimento nos preços.

Uma inflação baixa (2-3%) é vista pelo mainstream da profissão dos economistas como tolerável e até desejável, do ponto de vista econômico, pois dá à economia um espaço para que os preços se ajustem, sem que haja necessidades de fortes ajustes no lado real da economia. Abaixo disso, a situação é preocupante. Eis o drama japonês.

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Nem tanto ao céu, nem tanto à terra

Segundo dados do IBGE, entre 1996 e 2016, perdemos 284% em poder de compra da nossa moeda, valor que sobe para 495% se considerarmos o período desde a implementação do Plano Real em julho de 1994. Mais recentemente, estamos com uma inflação muito baixinha, entre 3% e 4% entre 2017 e 2018.

Economista começa a olhar torto quando a inflação ultrapassa os 10% e perde as esperanças quando supera a marca dos 100% ao ano.

O que dizer da Venezuela que já acumulou  1.200.000% apenas neste ano?

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E eu com isso?

É lamentável a situação de nosso vizinhos. Inflação descontrolada convida, historicamente, a interferência de potências estrangeiras na região. Rússia e China já moveram suas peças neste xadrez perigoso que se desenha, entrando no território venezuelano. Com os EUA na Colômbia, já sabemos que as tensões tendem a se acirrar com as duas potências emergentes. Some-se a isso Bolsonaro pré-anunciando alinhamento irrestrito aos EUA e entrando em brigas que o Brasil sempre evitou.

Como se vê, são novos tempo: a inflação é o menor dos nossos problemas!