Democracia em risco

O processo eleitoral brasileiro aponta para a reflexão de qual tipo de país desejamos efetivamente construir. Vozes desavergonhadas do obscurantismo brasileiro nos alertam no presente, inclusive em terras capixabas, para os perigos que a nossa problemática democracia vem enfrentando desde antes do impeachment em 2016. Há riscos de novos retrocessos no Brasil e, portanto, precisamos participar mais ativamente da discussão pública nesta hora.

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Nesse sentido, destaco um artigo publicado na revista “Época”, disponível online desde 31/08/2018, do professor Conrado Hübner Mendes (aqui). Conforme argumenta o professor da USP, “não existe Estado mínimo grátis”, afinal, “a retração de políticas de bem-estar gera expansionismo nas políticas de repressão”. As causalidades são mais complexas do que essa equação sugere, porém a sua síntese mostra-se universal.

Um Estado penitenciário acabará saindo bem caro para todos. A população carcerária brasileira já é a terceira maior do mundo, com mais de 700 mil e com um déficit de vagas que ultrapassa os 300 mil, segundo os dados oficiais. Nossa população carcerária é composta, em sua maioria, por homens jovens, negros e que não completaram o ensino fundamental. Essa mesma maioria foi presa por crimes típicos de pessoas de elevada vulnerabilidade socioeconômica em dois terços dos casos. Continuar lendo

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